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Cortar o que não vendia antes de investir mais
A loja atraía muita gente. Boa parte dessa gente não tinha intenção de comprar, e o investimento pagava por ela do mesmo jeito.
Muita visita, pouca intenção de compra
Quando a gestão começou, a loja tinha volume de visita e pouca venda. O investimento estava espalhado em várias frentes ao mesmo tempo, Google, Meta, TikTok e Pinterest, com campanhas de venda dividindo orçamento com campanhas de engajamento e de alcance.
No painel, o volume impressionava. A loja recebia dezenas de milhares de visitas por mês. Mas boa parte desse tráfego vinha de campanhas feitas para gerar clique barato ou visualização de vídeo, e não compra. A taxa de conversão do site ficava abaixo de 1%.
Havia ainda um problema de leitura. As tags de conversão tinham falhas, e as plataformas, somadas, diziam ter gerado mais vendas do que a loja inteira registrava. Com números assim, é difícil saber o que cortar.
Primeiro, parar de pagar pelo que não vendia
A primeira decisão foi olhar a loja inteira, e não o painel de cada plataforma. Comparando o investimento total com os pedidos que realmente entraram no site, ficou claro onde o dinheiro virava venda e onde só virava visita.
A partir disso, cortamos as campanhas de engajamento e de alcance e encerramos o Pinterest, que trazia clique barato e nenhuma venda. Corrigimos as tags de conversão que estavam com problema, para que as campanhas otimizassem com base em compra.
No Meta Ads, reorganizamos os públicos por etapa. Quem nunca tinha ouvido falar da marca ficou separado de quem já tinha visitado o site ou interagido com as redes, e o remarketing ganhou janelas distintas (1, 7, 15 e 30 dias) para a mesma pessoa não ver o mesmo anúncio o mês inteiro. Os criativos passaram a seguir essa divisão. Para quem ainda não conhecia a marca, peças que chamam atenção e falam pouco de promoção, incluindo vídeos gravados por clientes reais. Para quem já conhecia, peças de convencimento (condições de compra, troca, os modelos mais procurados).
O resultado, na loja inteira
Os números abaixo não vêm do painel de cada plataforma, e sim da loja (visitas e pedidos registrados no site). É a medida que não depende de qual canal leva o crédito pela venda.
Uma conta limpa aguenta crescer
Crescer costuma encarecer cada venda, porque o dinheiro vai para públicos menos prontos para comprar e o custo por pedido sobe. Aqui não foi assim. Quatro meses depois, os pedidos diários estavam 38% acima do primeiro mês e o custo por pedido ficou praticamente onde estava.
Isso só foi possível porque o corte veio antes. Com a conta cheia de campanhas de clique e alcance, o dinheiro teria continuado indo para o mesmo tráfego que não comprava. Com a conta organizada por etapa, ele passou a ir para onde havia pedido.
Se a sua loja recebe muita visita e a sensação é de que as vendas não acompanham, é por aí que começamos a olhar.
